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Os Riscos da Escova Progressiva – Parte 2

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Os Riscos da Escova Progressiva – Parte 2: Nesse texto conseguimos entender um pouco da fibra capilar, a ação, malefícios e dicas para tratar os cabelos danificados após escovas progressivas.

escrito pela colaboradora Evelize Bratifisch, química especialista em cabelos e com comentário da consultora em Tricologia, drª Anaflávia sobre progressiva.

Um mal muito além do que vemos

O cabelo liso e brilhante é a preferência nacional, sendo assim, desejo da maioria das brasileiras.

Existem vários procedimentos para alisar as madeixas, e o mais popular é a escova progressiva, que há alguns anos foi vendida como tratamento, pois além do formaldeído também tinha a queratina em seu era composto.

Mas hoje já sabemos que como qualquer outra química, esse processo danifica o cabelo.

Então vamos entender um pouco sobre a fibra capilar e qual o mecanismo de ação das escovas progressivas.

Composição do Cabelo

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Ligações Químicas do Cabelo

O cabelo é constituído de proteínas, lipídeos, aminoácidos e água, sendo basicamente composto de queratina e de pigmentos.

No cabelo, portanto, temos: 45% de Carbono, 28% de Oxigênio, 15% de Nitrogênio, 7% de Hidrogênio e 5% de Enxofre.

A fibra capilar possui três camadas:

  • Medula – parte mais interna da fibra, acredita-se que ocorre em fios grossos e ásperos;
  • Córtex – representa 90% do peso do cabelo, ele dá força, flexibilidade, elasticidade e cor ao cabelo;
  • Cutícula – camada mais externa da fibra, funcionada como proteção ao córtex e é formada por escamas.

Quando saudável, o fio de cabelo pode ser esticado de 40 a 50% do seu comprimento sem se romper.

As fibras capilares são formadas pela queratina que é uma proteína resistente e insolúvel em água.

Entendendo a Escova Progressiva

A escova progressiva é um alisamento ácido com efeito progressivo que pode ser feito com Formol, Ácido Glioxilíco e Pro-Liss 100®.

Formol (Formaldeído) – é tóxico. O produto age no alinhamento das cutículas e assim, proporcionando aos fios um aspecto de liso, sem aspereza e brilhante.

Quando a escova progressiva com formol era vendida como tratamento, era realizado quatro aplicações periódicas, mas com alta concentração de formaldeído, apenas uma única aplicação o cabelo fica liso.

De acordo com o Cosmetic Ingredient Review a porcentagem de concentração segura para uso é de apenas 0,2% e essa quantidade não tem o poder de alisar a fibra capilar, apenas conservá-la.

Ácido Glioxílico – está proibido pela ANVISA desde 2014 sob alegação que há liberação de formol quando aquecido. Esse ácido muda a forma e torna os cabelos menos resistente.

Com o uso da chapinha tem-se o realinhamento da fibra e o formato liso dos fios.

Várias empresas estão fazendo testes para liberar seu uso, pois acredita-se que a temperatura necessária ocorrer essa liberação seja acima de 500°C, algo que não seria possível ser atingido durante o processo da escova.

O que pode gerar confusão sobre esse produto é que na Europa o uso é liberado, mas sua composição é diferente.

Sendo assim, a matéria prima de alta pureza quando aquecida, não danificam o cabelo. No Brasil, a situação é bem diferente!

A recomendação é: Não use!

Pro Liss 100® – Glyoxyloyl Carbocysteine and Glyoxyloyl Keratin Amino Acids and Water. Age na cutícula rompendo as pontes de hidrogênio e Salinas, além de promover a interconversão das pontes de cistina da superfície do fio.

Com ajuda do calor e da força mecânica, o cabelo fica liso.

Escova Progressiva: Efeitos e Resultados 

alergica-e-produzida-tricologia-cabelo-danificado-risco-escova-progressivaA escova progressiva aliada ao calor da chapinha,  promove uma reação de termo fusão entre o formol e a queratina, criando uma estrutura insolúvel em água.

Gerando deformação das cutículas e uma barreira plástica, que não permite a absorção de  água, vitaminas e ativos no córtex capilar.

Deixando as fibras ressecadas, quebradiças, com perda de elasticidade e flexibilidade.

Conselhos da Tricologista Dra Anaflavia 

“Quando o assunto é escova progressiva, todo cuidado é pouco. O que é falado por aí é apenas a ponta de um enorme iceberg.

Primeiro, porque infelizmente, algumas empresas cosméticas, adicionam o formaldeído ou ativos semelhantes em suas formulações sem descrevê-los no rótulo do produto.

Segundo, que há profissionais que fazem progressivas e vendem como cauterização, botox, mel, chocolate, flores ou pior, como tratamento capilar.

Se mesmo assim, você deseja fazer a progressiva para ter seu cabelo liso, minha recomendação é: Se você gosta de seu cabelo, por favor,  não faça!

O fato é que a escova progressiva só causa prejuízos progressivos ao cabelo, muitas vezes, não percebidos nas primeiras aplicações, sem contar que o benefício do liso fica artificial.

Você vai perder a naturalidade, o modelado e balanço que são próprios de um cabelo saudável.

Há outras formas mais saudáveis de alisar, modelar e “domar” o cabelo. Consulte um cabeleireiro que seja tricologista ou terapeuta capilar.

Ele vai te explicar em detalhes como funciona, ver as opções para chegar no resultado que você deseja e fazer o teste de mecha.

O médico tricologista apesar de não realizar o procedimento, pode avaliar, orientar e tirar suas dúvidas.”

Cuidados Pós-Progressiva

alergica-e-produzida-tricologia-cabelo-tratamentoÉ fundamental para a beleza e saúde das fibras manter o cabelo hidratado e reparado após ter feito escova progressiva.

Caso faça também coloração, essa deve ser feita primeiro, pois o PH muito alto das tinturas abre a cutícula do fio e altera o efeito da progressiva.

Além disso, já haverá deposição de pigmento na parte mais interna do fio e a progressiva age mais na superfície.

Dicas para tratar os Cabelo Pós Progressiva:

Como fazer para o efeito da progressiva durar? Como tratar um cabelo danificado por um procedimento mal feito?

Procurem nos rótulos dos produtos os seguintes componentes:

  • Óleo de Jojoba (Jojoba Oil) – funciona como doador de brilho sem deixar o cabelo com aspecto oleoso.
  • Óleo de Abacate (Persea Gratissima Oil – Avocado) – muito nutritivo, promove a maciez dos cabelos.
  • Óleo de Camelina (Camelina Sativa Seed Oil) – penteabilidade, maleabilidade e antioxidante.
  • Óleo de Noz de Macadâmia (Macadamia Nut Oil) – lubrifica e hidrata a fibra capilar.
  • Manteiga de Illiê (Shorea Robusta Seed Butter) – hidrata e recupera a fibra capilar.
  • Manteiga de Tucumã (Astrocaryum Tucuma Seed Oil) – restaura e hidrata os cabelos.
  • Manteiga de Karitê (Botyrospermum Parkii Oil – Shea Butter) – antioxidante e restaurador.
  • Óleo de Argan (Argania Spinosa Kernel Oil) – hidrata, lubrifica e restaura.
  • Amodimeticone (Amodimethicone) – reparador, formador de filme e melhora a penteabilidade.
  • Proteína Hidrolisada do Trigo (Hydrolyzed Wheat Protein) – reparador.
  • Polyquartenium 10 – reparador.
  • Polyquatenium 7 – melhora o penteado e a maciez.

Referências Bibliográficas:

  • Corrêa, Marcos Antonio. Cosmetologia Ciência e Técnica. 1 Ed. Ed. Medfarma. São Paulo, 2012.
  • Halal, John. Dicionário de Ingredientes de Produtos para Cuidados com o Cabelo. Ed. Senac. São Paulo, 2010.
  • Halal, John. Tricologia e a Química Cosmética Capilar. 5 Ed. Ed. Cengage Learning. São Paulo, 2015.
  • Garcia, Solange. Alisantes e Permanentes. Material disponível para alunos da Pós Graduação de Tricologia Cosmética. Faculdades Oswaldo Cruz, 2015.

Texto enviado pela Dra. Anaflávia Oliveira, médica e tricologista pela International of Association of Trichologists (IAT).

Clinica Médica Capilar Folyic: www.folyic.com.br

Facebook/Instagram: @folyic_tratamento_capilar 

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Os Riscos da Escova Progressiva – Parte 1

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Os Riscos da Escova Progressiva – Parte 1: Esse tema gera muita polêmica por prometer praticidade, beleza e tratamento aos cabelos a curto prazo.

Nossa consultora em Tricologia, drª Anaflávia explica em detalhes nesse texto.

As Consequências no Couro Cabeludo

Queria compartilhar um caso triste com vocês. Espero que isso ajude outras pessoas a não chegarem à mesma situação.

Em dezembro, atendi uma paciente com uma queimadura grave pós-alisamento. Feridas espalhadas por todo o couro e muita dor.

Nem preciso falar o quanto isso impactou a vida dela. E eu ali, me colocando no lugar dela, senti também seu desespero e indignação.

Conversamos muito, expliquei sobre composição dos alisamentos, as verdades do mercado de alisamentos, a ação dos ativos no couro e nos fios e suas consequências.

Não posso dizer o nome do produto, mas ele prometia ser o melhor do mundo. Alisa, trata e não tem formol. Que decepção!

Uma embalagem bem bonita que causaria desejo nas mulheres. Que decepção! No texto…

Escova Progressiva faz mal ao Cabelo?

Nossa colaboradora Evelize explicou o que é e como age a progressiva. Hoje, quero dar ênfase nas consequências e experiência clínica.

A escova progressiva significa um tipo de alisamento ácido no cabelo. Há vários componentes com essa finalidade, como por exemplo, o Formol, Ácido Glioxílico e outras patentes.

Através do calor que é associado durante o alisamento, ocorre uma fusão destas substâncias com a queratina do cabelo, deformando a cutícula e criando um filme oclusivo sobre a fibra capilar.

Abaixo, alguns Efeitos Nocivos da Escova Progressiva no couro cabeludo e nos fios:

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Ação do Formol no fio

Efeitos Nocivos da Escova Progressiva

  • Alteração de pH do Couro Cabeludo – O pH muito ácido pode causar uma queimadura química causando inflamação intensa;
  • Irritações, Dor, Coceira e Descamações no Couro Cabeludo;
  • Maior risco de Alergias e Dermatites de Contato;
  • Desidratação dos fios já que o cabelo não consegue mais absorver água;
  • Dificuldade para repor Aminoácidos e Vitaminas no cabelo;
  • Cabelos menos resistentes e mais quebradiços, ou seja, posteriormente, o cabelo não consegue absorver outros ativos de Tratamentos, Vitaminas e Água;
  • Formol – Maior risco de desenvolver Câncer em Vias Aéreas e Sistema Nervoso Central além de Alergias Graves, potencialmente fatais.

Lembre-se que os efeitos são também progressivos. É comum não haver nenhuma percepção na primeira aplicação.

Como os efeitos são cumulativos, vamos perceber as primeiras consequências após meses ou anos de aplicação.

Mas, o risco existe e ele é real e alto.

Há outras formas de alisamento para o cabelo e há 2 fatores importantíssimos que não podem ser ignorados por quem opta por esse procedimento:

O produto específico para seu tipo e estado de cabelo e o cabeleireiro que seja tricologista ou terapeuta capilar experiente que domine todas as técnicas.

Eu e outras colegas tricologistas, fazemos um trabalho de formiguinha, indo contra o que tem no mercado atual.

Aos poucos, vamos trazendo um pouco de luz nas informações divulgadas em diversos meios.

O que nos deixa feliz é saber quando alguém busca informações antes de optar em fazer o procedimento.

Ao se conscientizar, vão buscar por procedimentos que vão fortalecer e valorizar a beleza de seus cabelos, e não o contrário.

E esse número vem aumentando…

Texto enviado pela Dra. Anaflávia Oliveira, médica e tricologista pela International of Association of Trichologists (IAT).

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Low Poo, No Poo, Co-Wash. O que são?

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Low Poo, No Poo, Co-Wash. O que são? Os termos mais comentados quando o assunto são os cuidados com os cabelos. São técnicas de limpeza diferentes e que depois de ler esse post, te farão prestar ainda mais atenção nos rótulos dos cosméticos capilares.

LOW POO:

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Técnica de cuidado capilar, usando shampoos livres de: Sulfatos e Petrolatos como: Parafina Líquida, Óleo Mineral, Vaselina e etc.

Nessa prática são usados shampoos com agentes de limpeza leve, que não agridam a fibra capilar. A Betaína Cocamidopropyl (Anfótero) e Sulfossuccinato de Sódio de Dioctilo, são substâncias leves, que fazem menos espuma e limpam os fios sem retirar a proteção natural do couro cabeludo.

Os Petrolatos  impedem a absorção de vários bons ingredientes contidos nos cosméticos, além de pesar os fios com uso constante.

NO POO:

Técnica capilar, que excluí o uso de todos e quaisquer shampoos e somente são permitidos uso de Máscaras, Leave-in, Condicionadores etc livres de Parafina, Petrolatos e Silicones insolúveis.

CO-WASH:

É a lavagem feita com condicionadores livres de Silicones, que visa limpar preservando a saúde e estrutura dos fios.

Aqui no Alérgica e Produzida já postei várias linhas excelentes para a prática de Low Poo, No Poo, Co-Wash.

Lauryl Sulfate, Sodium Laureth Sulfate e outras substâncias de caráter ultra-limpantes presentes nos shampoos, fazem muita espuma e além da sujeira, retiram do couro cabeludo os lipídios naturais, responsáveis pela proteção capilar.

Os termos No Poo/Low Poo, foram patenteado pela Deva e divulgadas pela cabeleireira Lorraine Massey, em seu livro Curly Girl. 

 

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Intolerância ao Glúten causa Queda de Cabelo

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Intolerância ao Glúten causa Queda de Cabelo! Começou a perceber que seus cabelos estão caindo, sem volume, fracos, ressecados ou crescem muito devagar?

… A causa pode ser a ingestão de Glúten!      
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Caso tenha restrições ao glúten, fique atento também a saúde de seus cabelos.

Participo intensivamente em grupos de estudos sobre Tricologia e, percebo o quanto essa condição pode afetar além da pele, também os cabelos – Alopecias.

Mais que a população normal, nesses pacientes podem ocorrer:

Eflúvio Telógeno:  Queda difusa do cabelo por alguma deficiência Nutricional causada pela alteração da parede intestinal devido a presença do glúten;

Alopecia Areata ou Pelada: Placas de alopecia no couro cabeludo.de origem autoimune.

Doença Celíaca

Na população normal, os casos dessa Alopecia são em torno de 0,7 à 1%, já nos Celíacos este número sobe para 3.8%.

Apesar dos avanços nos estudos, sua patologia não foi toda desvendada e pesquisas avançam para novas descobertas sobre essa condição que afeta muito a qualidade de vida das pessoas.

Nas últimas décadas estudos mostraram a Doença Celíaca como doença relativamente comum, que atinge cerca de 1 à 2 % da população, podendo iniciar na fase adulta.

Apresentando quadros leves, quadros clássicos, sintomas extra intestinais e assintomáticos.

Quadros Leves: muitos chegam ignorar os sintomas por desconhecerem ter a doença.

Quadros Clássicos: com Diarreia, Fezes Gordurosas, Desnutrição, etc.

Sintomas Extra Intestinais: pode afetar o Pâncreas, Pele, Mucosas, etc.

Assintomáticos: não apresenta sintoma algum, por isso, com diagnóstico difícil.

*Doença Celíaca: DC

A resposta do organismo a inflamatória ao glúten frequentemente provoca  danos a muitos outros tecidos do corpo, especialmente os de origem autoimune.

A relação entre DC e a Alopecia Areata

Pesquisas italianas publicadas recentemente mostram que a DC e a Alopecia Areata estão associadas, pois, ambas têm origem autoimune.

Nos intolerantes ao glúten há alteração da permeabilidade da mucosa intestinal, levando ao aumento na absorção de várias substâncias capazes de desencadear uma reação imunológica, causando a Alopecia Areata.

*autoimune: desregulação de “Linfócitos T”;

*várias substâncias: Antígenos;

*Alopecia Areata: formação de anticorpos com a capacidade de destruir o folículo piloso.

Durante a pesquisa, notaram que o grupo de pacientes sem resposta ao tratamento tradicional da Alopecia, meses após adotarem a dieta livre de glútencomeçaram a *repilar, que mostra a forte relação entre as duas condições.

Ainda existem divergências quanto esta associação, pois outros estudos mostraram alguns pacientes sem resposta a dieta livre de glúten.

*Repilar: Crescimento de fios no couro cabeludo;

Não sabemos dizer o porquê das diferentes respostas nos estudos.

Porém devemos considerar a justificativa para iniciarmos a pesquisa de DC em pacientes portadores de AA e, pensar na possibilidade de adotarem uma dieta sem glúten.

Texto enviado pela Consultora Tricologia, Dra Anaflávia Oliveira  

Referências Bibliográficas:

  • J. Paediatr. Child Health (2003) 152–154: Coeliac disease and alopecia areata in childhood.

S FESSATOU, M KOSTAKI and T KARPATHIOS Second Department of Pediatrics, ‘P & A Kyriakou’, Children’s Hospital and Second Department of Pediatrics, University of Athens, Athens, Greec;

  • Alopecia areata and Coeliac Disease: No Effect of a Gluten-Free Diet on Hair.

Growth Maria Teresa Bardellaa Roberta Marinoa Mauro Barbareschib Fernando Bianchib Giovanni Fagliac Paolo Bianchia aIstituto di Scienze Mediche.

bIstituto di Scienze Dermatologiche e cIstituto di Scienze Endocrine, IRCCS Ospedale Maggiore, Università di Milano, Italia  Received: August 4, 1999;

  • Celiac Disease and DermatologicManifestations: Many Skin Clue to Unfold Gluten-Sensitive Enteropathy.

Marzia Caproni,1 Veronica Bonciolini,1 Antonietta D’Errico, Emiliano Antiga,1, 2 and Paolo Fabbri1.

Division of Dermatology, Department of Medical and Surgical Critical Care, University of Florence, 50129 Florence, ItalyDepartment of Clinical Physiopathology, University of Florence, 50139 Florence, Italy;

  • J. Paediatr. Child Health (2003) 152–154: Coeliac disease and alopecia areata in childhood  S FESSATOU, M KOSTAKI and T KARPATHIOS Second Department of Pediatrics, ‘P & A Kyriakou’, Children’s Hospital and Second Department of Pediatrics, University of Athens, Athens, Greece;

Referências Bibliográficas:

  • Celiac disease: Luis Rodrigo, Gastroenterology Service, University Hospital Central Asturias, Oviedo, Spain  Service, Hospital Universitario Central de Asturias, c/ Celestino Villamil s. nº. 33.006. Oviedo, Spain;
  • Current Concepts of Celiac Disease Pathogenesis: DETLEF SCHUPPAN  First Department of Medicine, University of Erlangen-Nuernberg, Erlangen, Germany;
  • Issues related to gluten-free diet in coeliac disease: Riccardo Troncone, Renata Auricchio and Viviana Granata Department.

Of Pediatrics and European Laboratory for the Investigation of Food-Induced Diseases, University Federico II, Naples, Italy  Department of Pediatrics and European Laboratory for the Investigation of Food-Induced Diseases, University;

  • Alopecia areata and Coeliac Disease: No Effect of a Gluten-Free Diet on Hair  Growth Maria Teresa Bardellaa Roberta Marinoa Mauro Barbareschib Fernando Bianchib Giovanni Fagliac Paolo Bianchia aIstituto di Scienze Mediche, bIstituto di Scienze Dermatologiche e cIstituto di Scienze Endocrine, IRCCS Ospedale Maggiore, Università di Milano, Italia  Received: August 4, 1999.
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Alergias causadas por Químicas Capilares

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Alergias causadas por Químicas Capilares: Estão cada vez mais frequentes. Mas nesse texto a Drª Anaflávia Oliveira, a Tricologista esclarece as dúvidas.

Dermatites no Couro Cabeludo por Química
alergica-e-produzida-cuidados-cabelos-alergias-coceira-couro-cabeludo-mulher As pessoas ficam bem confusas quando o assunto são irritações no couro cabeludo após uso de produtos químicos capilares.

Um couro cabeludo com Dermatite (Eritema, Descamação, Prurido ou Ardor) após o uso de algum produto nem sempre pode ser enquadrado como uma alergia a algum componente do produto.

Vejam  esses casos:

Caso 1: Paciente apresentou um quadro de inflamação minutos ou horas após aplicação de um relaxante a base de Hidróxido de Amônio.

Caso 2: Paciente acostumada a utilizar coloração que contendo PPD, também desenvolveu uma inflamação no dia seguinte.

Podemos pensar que nos 2 casos as pacientes tiveram o mesmo problema, certo? Nem sempre.

Após analisar os casos, verifiquei que a paciente 1 provavelmente tivera uma DCIP, pois produtos com Hidróxido Amônio apresentam pH bem mais alto que o pH do couro cabeludo ph 9-12, e dependendo da concentração utilizada, o Hidróxido Amônio pode causar uma “queimadura química”  em contato com o couro cabeludo.

Agora, a paciente 2 provavelmente apresentou uma DCA, já que produtos contendo PPD, componente de alto poder Alergênico, como: Colorações, Tatuagens de Henna, apresentam  maior risco de desencadear Alergias (Resposta Imunológica em  torno de 5 -10% da população).

Certeza do Diagnóstico

Porém, para ter certeza, é necessário realizar uma Anamnese detalhada, Teste de Contato, Exame Físico e Exames Laboratoriais, para descobrir a causa, pois caso contrário haverá recidivas se o ativo for utilizado novamente.

Lembrando que um mesmo produto contém várias substâncias que podem causar tanto DCA quanto DCIP. Em ambos os casos o tratamento é semelhante e pode demorar de semanas a meses.

Alguns medicamentos são prescritos por médicos como os: Corticoides tópicos ou orais, Antibióticos (caso haja infecção associada), Anti-Inflamatórios e Cicatrizantes em loções e produtos cosméticos.

PPD: Parafenilenodiamina

DCA: Dermatite Alérgica

DCIP: Dermatite  de Contato por Irritante

¨A cabeleira agradece…¨

Texto enviado pela Tricologista e consultora, drª Anaflávia Oliveira.

Bjss!! 😉

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Cuidados com os Cabelos durante o Verão

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Cuidados com os Cabelos durante o Verão: Manter a saúde e beleza dos cabelos sem abrir mão da piscina, sol e mar é desafiador!

Mas a matéria da Drª Anaflávia Oliveira, Tricologista está recheada de …

…Dicas para cuidar dos cabelos neste verão

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  • Em caso de exposição solar mais intensa, passe Protetor Solar  de uma boa marca profissional nos fios. Você pode encontrar em Leave-in, Óleos e Silicones. Eles fazem um filme evitando desidratação e alteração da cor dos fios.
  • Após sair da piscina ou do mar, lave seu cabelo em  água doce. Caso não volte mais para água, já lave bem o cabelo com Xampu Anti Resíduo  e enxague em água doce,  pois ajuda remover o sal e outros resíduos do cabelo que também podem danificar ou alterar a cor do cabelo.  Na segunda lavagem, lave com Xampu Hidratante  e aplique Máscaras ou Ampolas Hidratantes e deixe agir por 20 minutos (1 x semana) até a recuperação dos fios.
  • Esqueça água quente. Lavar o cabelo com água quente desidrata o cabelo deixando-o mais seco.  Prefira água fria ou morna.
  • Não melhorou com essas medidas? Provavelmente, você  já apresenta um dano capilar significante. Procure um bom profissional para tratamentos específicos para seu cabelo.

Importante!!! 

Nunca passe e deixe Creme Hidratante nos fios sem lavá- los  em água doce, principalmente se  for permanecer no sol por mais tempo.

Como Analisar seus fios? 

alergica-e-produzida-exame-cabelo-mulherEstá aí uma condição difícil de encontrar tanto em homens quanto em mulheres, cabelos normais.

Isso se dá pelo fato de morarmos em um país tropical (Suor, Sol, Mar, Piscina), não termos os cuidados que nossos cabelos exigem e as mulheres, principalmente, adorarem cabelos coloridos ou modificados de alguma forma.

Mas, quer saber se tem um cabelo impecável e digno de inveja? Então, leia e compare se seus cabelos possuem algumas ou todas as características listadas abaixo de um cabelo saudável:

Características de um cabelo saudável

– Couro Cabeludo: Ausência de Descamação, Vermelhidão, Irregularidades, Coceira, Dor ou Formigamento.

*Oleosidade Normal geralmente ocorre em 2 dias após a lavagem.

– Cabelo:  Fio hidratado (liso e macio) da raiz até as pontas, brilho uniforme em todo o cabelo, boa elasticidade (não quebra fácil ao esticar levemente o fio), boa penteabilidade (não embaraça facilmente), poucas pontas duplas.

Seu cabelo é assim? Parabéns! Você cuida bem de seu cabelo!

Agora, só não pode relaxar, hein!

Mantenha sempre os cuidados para mantê-los Saudáveis, Hidratados e Brilhantes.

¨A cabeleira agradece…¨

Texto enviado pela Tricologista e consultora, drª Anaflávia Oliveira.

Bjss!! 😉

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Entrevista com Tricologista: Anaflávia Oliveira

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Entrevista com Dermatologista especialista em Tricologia: Anaflávia Oliveira graduada pela UNIRG – TO e International of Association of Trichologists (IAT).

Tricologista – dra. Anaflávia Oliveira

alergica-e-produzida-entrevista-dermatologista-tricologista-dra-anaflavia-de-oliveiraSempre atualizada no que ocorre no mundo técnico-científico, possui uma rica **bagagem acadêmica, com Cursos de Pós Graduações, Certificações, Estágios, dentro e fora do Brasil onde é Membro de Associações de Medicina Estética, Laser, Dermatologia e Tricologia.

Além de Lecionar em Cursos de Pós Graduação em São Paulo e Goiás. Nascida em Goiás se mudou para São Paulo para estudar Dermatologia, onde mantém seu consultório.

Diferença entre Pele Alérgica e Pele Sensível

AeP: Existe diferença entre Pele Alérgica e Pele Sensível? 

Para responder essa pergunta, precisamos diferenciar 2 condições semelhantes, mas que são diferentes. 

A pele Alérgica é uma pele que tem reação inflamatória-irritativa (vermelhidão, descamação, dor e/ou prurido) a uma determinada substância.

Já a pele Sensível é uma outra condição que também provoca uma reação inflamatória-irritativa na pele ao utilizar determinados produtos. 

Mas, aqui a causa não é alergia em si, mas sim uma irritação causada por produtos com substâncias de alto poder irritativo ou altas concentrações em uma pele mais fina, mais reativa, menos protegida ou seja, geneticamente “mais frágil”. 

AeP: Como diferenciá-las?

Como as lesões clínicas são praticamente idênticas, é necessário uma avaliação minuciosa e exames laboratoriais para diferenciar essas 2 condições.

Com o diagnóstico correto, podemos entender quais os ativos indicados e quais os contra-indicados.

AeP: Há uma estação ou época do ano que ficamos mais suscetíveis a reações alérgicas ou sensibilidade da pele?

A alergia pode acontecer em qualquer tipo de pele e em qualquer estação do ano, basta a pessoa entrar em contato com essa substância, a qual é alérgica.

As peles Sensíveis, com por exemplo: Rosácea, Dermatite Atópica, Pele Desidratada e etc, devem redobrar o cuidado durante o inverno, pois a pele tende a perder sua capacidade de proteção quando fica desidratada e, nestes casos, a incidência das reações piora com o frio e em regiões secas.

Sintomas de uma reação alérgica

AeP: Quais sinais ou sintomas para perceber possível uma reação alérgica?

Se ao utilizar um produto cosmético, notar que a pele está ficando sensível, irritada, inchada, coçando ou surgindo “pontinhos vermelhos ou amarelos” fiquem atentos, pois todos são sinais de reações inflamatórias da pele que precisam ser investigadas as possíveis causas.

Procure um bom médico para fazer o diagnóstico correto e iniciar um tratamento específico.

Alguns casos, terão cura definitiva, outros casos se tornarão recorrentes, nestes casos, podemos diminuir as recorrências e a intensidade das reações.

AeP: Tem alguma dica para tentar evitar uma alergia ou sensibilidade?

Dica: Nas 2 situações, a utilização de produtos com vários ativos sintéticos, aditivos químicos como corantes, espessantes e conservantes artificiais devem ser evitados.

Eles apresentam um poder irritativo maior quando comparado aos produtos naturais/orgânicos.

Lembrando que os produtos naturais não são isentos de reações irritativas, mas a chance diminui bastante quando utilizamos um produto de qualidade provenientes de empresa confiável e aplicação da forma correta. 

AeP: Conte alguns cuidados com a pele para incluir em nossa rotina diária?

Ao acordar, lave o rosto com um sabonete facial indicado para sua pele (Oleosa, Sensível, Alérgica e etc), depois de enxugar, aplique um bom Tônico Facial que irá remover as impurezas que o sabonete não consegue retirar e principalmente para equilibrar o pH da pele.

A maioria dos sabonetes tem um pH diferente da pele e isso prejudica o Metabolismo Celular. O tônico restabelece esse equilíbrio, após o tônico, toda pele necessita de no mínimo um Creme que tenha Ativos Hidratantes e Protetor Solar.

Mas, dependendo da idade, características da pele e desejo do paciente, é necessário também a introdução  de Ativos Anti-Oleosidade, Anti-Aging, Antioxidantes, Calmantes e Clareadores.

A Tricologista, drª Anaflávia deixou um recadinho:

Se quisermos ter uma pele bonita, vamos ter trabalho sim e para o resto da vida, rs.  Minha pele também fica diferente se viajo o fim de semana e esqueço de levar meus produtos de cuidados diários.

Porém, o melhor disso é ter prazer e amar cuidar de nossa pele e nosso corpo.

Referências Bibliográficas: 1- Tratado de Dermatologia, Fitzpatrick; 2- Ativos Dermatológicos, Valéria Maria de Souza & Daniel Antunes Junior, Vol.8; 3- Pele – Maria Inês – Estrutura, propriedades e envelhecimento;

Histórico Acadêmico

Drª Anaflávia Oliveira: Pós graduada em Dermatologia  e Cirurgia Dermatológica pela Faculdade de Medicina Souza Marques.

Pós Graduada em Medicina Estética pela Associação Internacional de Medicina Estética, Certificada e Membro Internacional em Tricologia pela International Association of Trichologists / AIT – Austrália e EUA.

Membro da Academia Brasileira de Tricologia – ABT  e da Associación Argentina de Tricologia- AATRI.

Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (SBME), Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia (SBLMC).

Estágio no Centro Dermatológico Estético em Alicante – Espanha / 2012, Professora da Pós Graduação em Tricologia na Universidade Anhembi-Morumbi/SP.

Professora da Pós Graduação em Tricologia nas Faculdades Osvaldo Cruz/SP, Professora da Pós Graduação em Tricologia no Instituto ELIGO/GO.

Clínica Folyic                     

Edifício New Office Center
Avenida: Lavandisca, 741 Moema –  conjunto 25. São Paulo/SP Telefone: (11) 3864 – 3967

Site: www.draanaflavia.com.br                                          Facebook: https://www.facebook.com/groups/draanaflavia/        Email: contato@draanaflavia.com.br

Bjss!! 😉

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